quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Dos porquês das emoções





Por causa do amor,
O poeta surgiu.
E, um dia,
Se apaixonou.
Por causa da flor,
sorriu,
Por causa da dor,
Chorou.
Se amar é o ensejo,
Um poema se fez.
Surgiu o desejo,
Um verso ganhou.
No encanto da flor,
Ganhou mais porquês.
E um dia, pela dor,
O amor rimou...
E do desejo, ilusão e emoção,
a inspiração...
Das Rosas rubras,
Dos versos de hoje
E de outrora,
Formou-se a poesia,
Que é mais que uma paixão.
E, na paixão
Que maltrata e revigora,
Fez-se o mistério
da mais pura emoção
Que é, do poeta,
dona, amante e senhora.








Cavalgando na noite







Cavalgando na noite

Danço na areia ainda quente da praia deserta,
E saio em busca do final da estrada sem fim
Brinco com as nuvens, sentindo a alma liberta
E viajo por entre constelações, vestida de cetim

Montada no alazão da noite enluarada,
Afrodite sou, pura beleza, na minha travessia...
E sou Artêmis na minha coragem encantada,
Caçando estrelas na estrada da branca via

Entro em galáxias, varo a escuridão,
Piso no branco bordado da láctea joalheria
E cavalgo no espaço, numa outra dimensão.

Entre o breu e a claridade, em perfeita sintonia,
Apeio do alazão da noite, despertando da ilusão.
Ao romper da aurora, rompe-se também a fantasia...

Jane Moreira