terça-feira, 25 de outubro de 2016

Paradoxo


Mote:
Quero-te só porque a ti te quero,

Odeio-te sem fim e odiando te rogo,
e a medida do meu amor viajante,
é não te ver e amar-te,
como um cego.''


Pablo Neruda





Paradoxo

És o sol que me aquece
E a manhã fria de neblina.
Amo-te pelo calor que me ofereces,
Odeio-te pelo frio que te domina.

Amo-te se estás distante de mim,
A argola que me fere é a luz que me guia...
E eu amo e eu odeio amar assim,
Sem medida, sem alegria.

Eu não te quero tão junto a mim;
Se ficasses, eu, certamente, te odiaria.
Eu te quero bem longe de mim.
Aí sim, amar-te cegamente, eu poderia.

Jane Moreira



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