domingo, 5 de outubro de 2014

Reviravolta




Reviravolta

E foi como um rio turbulento
Minha vida conturbada, pequena.
Preciso agora de algum alento
Águas serenas, palavras amenas

E, então, como quem se aventura,
E da masmorra quer escapar
Saio em busca da ternura
Que deveras hei de encontrar.

E tem sido como um rio alegre e manso,
Que eu posso dar forma à fantasia
Ao presente alegre, um remanso
Bem distante da agonia.

Jane Moreira


Barreiras






Barreiras

Tinha a mente perdida e entrevada,
Como caminhos que se cruzam numa encruzilhada.

Fronteiras, abismos, labirinto formado
Tornaram mente e corpo enclausurados.

Antigos desejos sentidos
Ficaram entorpecidos...

Mas como o guerreiro faminto de amor
Que, atado ao navio, ouviu o clamor,

Viu no labirinto, um muro a transpor, um desafio
E venceu o touro bravio.

E, no labirinto, o muro de emoções cedeu,
Como o touro que o guerreiro venceu.

É que amor e a paixão
Brilham na escuridão.

Jane Moreira

Nuvens sinistras







Nuvens sinistras

Nuvens sinistras cobrem o planeta...
Guerra no ar, no mar, na terra.
Tiros de ganância,
Ataques de desrespeito,
Chuvas de ódio e sofrimento,
Mísseis de sede de poder,
Bombas de preconceito,
Granadas de dor e lamentos...
São as nuvens que cobrem a Terra
E que fomentam as guerras.

Jane Moreira




Longe da dor






Longe da dor

E foi como um rio turbulento
Minha vida conturbada, pequena.
Que me faz procurar algum alento
Águas serenas, palavra(s) amenas

E, então, como quem se aventura,
E da masmorra quer escapar
Saí em busca da ternura
Com a certeza de a encontrar.

E foi como um rio manso,
Que eu pude, então, dar forma
Ao presente alegre, um remanso
Bem distante da agonia.

Jane Moreira