quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Eu te amo porque sim.




Eu te amo porque sim.


Sim, eu te amo,
Sem quases
E sem talvez;
Eu te amo
Sem senão
E não preciso
De razão;
Eu te amo
A toda hora,
Como ontem,
Como agora,
Hoje e sempre
A cada instante.
Não te amo
Nem por causa
Nem apesar.
E se não for o bastante,
É o meu jeito de amar.
E, assim,
Te amando,
Não te condeno
E nem
Te questiono,
Apenas,
Te amo.


Jane Moreira




Além da solidão





Além da solidão

Ah, solidão de verdade
quando não te vejo,
alvo do meu desejo...
E nem te reconheço,
À luz ofuscante do sol,
ou na suave claridade do arrebol

Quando estás a meu lado,
na penumbra, soturno,
agitado ou agoniado,
é que sinto a amarga rudeza

de um predador noturno,
procurando sua presa.

Jane Moreira







Almas desencontradas






Almas desencontradas

As almas desencontradas
Esbarram-se dentro de mim
E me ditam versos sussurrados

Para meu total desespero,
Elas passam o dia inteiro
Alvoraçadas em seu cativeiro.

Querem todas, de uma só vez
Seu canal de comunicação...
E vão despejando emoção.

E todos pensam que sou louco desvairado
E que vivo descontrolado
Na poesia, enclausurado...

Jane Moreira






De Paixões e perigos




De Paixões e perigos

Essa paixão tresloucada,
Se for do amor companheira,
E se provocar risada,
Será paixão verdadeira.

Não há perigo que ameace
Essa paixão comovente,
Que se mostra assim na face
Pura de amor envolvente.

Paixão que é o paraíso
De amantes enamorados.
Se não perderem o juízo,
Vai dar certo essa empreitada.

Mas, sem amor há perigo
De sentidos exaltados...
E o ciúme, isso é tão antigo,
Arruína essa empreitada.


Jane Moreira