quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Apatia





Apatia

Não quero saber
se há vento lá fora,
nem se faz sol ou vai chover.
Nem mesmo se a dor foi embora.

Não há mais fogo
a queimar no meu braseiro,
nem mesmo no jogo
da vida saí inteiro.

Não existem mais desejos,
nem juvenis loucuras.
Já se foram todos os ensejos
lamentos, dores, torturas

As luzes se apagaram,
A escuridão se formou,
as cortinas se fecharam.
A escuridão veio e ficou.


Jane Moreira






Fomos





Fomos

Fui, de tudo
O que se pode ser, tudo!
Fui sombra para te proteger
E mar para te alegrar.

Fui lua para te seduzir,
Tapete para tu passares.
Estrelas para te abrilhantar.
E pôr do sol para te colorir.

E fui a ponte sobre os rios
Para que nada te entristecesse
Você foi o engodo e a mentira
E nada que eu merecesse...

E se eu fui tudo
O que podia.e tu fostes
o tudo que feria,
logo,eu fui o nada que te servia.




Nãos

Mote:
Sem rodeios, sem interlocução
Vão se os “nãos” 
e ilumina-se o momento.

André Anlub






Nãos


Tenho
Tantos nãos engasgados,
Que a vida já não me sorri.

Tenho
Muitos desejos guardados,
Poucos instantes roubados
E segredos não compartilhados...

Tenho
Perguntas não respondidas,
Silêncio e escuridão...

Eu sou
Um ponto de interrogação!

Se, ao menos,
Houvesse um talvez,
Eu poderia ver um mirrado raio de luz...


Jane Moreira




Brilho





Brilho

Luz,
Mais luz.
Mais brilho,
Mais riso,
Menos juízo.

Mais alegria.
Mais companhia,
Mais romance...
Mais gente que dance
E que nunca se canse...
Menos calmaria,
Menos nostalgia.

Meu brilho.
É minha canção
E meu riso
É o estribilho.
Eu quero viver
Cantando alto,
Brilhando,
Como estrela
De uma constelação.


Jane Moreira