quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Falso Brilhante (soneto livre)





No canto, o retrato amassado.
À mesa, um lugar vago...
Um espaço vazio no quarto
E, na minha vida, um grande estrago.

Divago...E, em meus devaneios,
Vejo o sorriso que guardei na memória:
Sorriso brilhante, porém vazio, sem recheio,
Na face fingida de ternura ilusória.


O sonho do amor interrompido
 Deixou em mim imenso hiato.
Foram noites vazias que não olvido...

E desejo que esse longo entreato
Remova, dos meus olhos sofridos,
O falso brilhante do teu olhar ingrato.


Jane Moreira




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