domingo, 17 de agosto de 2014

Efemeridade






Efemeridade

Se a flor mais bela definha
E nem que ela fosse minha,
Deixaria de murchar,

Não me rendo à ilusão,
E nem finjo comoção,
Se uma paixão findar.

Não me entrego à fantasia
E nem à idolatria.
Meu verbo é concretizar.

Não espero ser feliz ou infeliz,
Vivo a vida que sempre quis,
Sem amarras a me atar...

Eu não brigo e nem estimo,
Jamais culpei o destino.
E para quê? Meu verbo não é o sonhar.

Jane Moreira






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