quarta-feira, 30 de julho de 2014

Alma peregrina






Alma peregrina


Eu sou quem não olvida o que me fascina.
Eis porque a chama rubra e vibrante de outrora
Ainda arde e queima nesta alma peregrina,
Sendo a mesma de ontem, a mesma de agora.

Enclaustrei a perigosa flama lasciva
E silente, uma fria muralha ergui.
Enquanto acalentava a chama aflitiva,
Alimentava-a para dar-te em frenesi.

Atravessando a noite fria de purpurina,
Encantas-te com o simples arrebol...
Eis-me aqui, eu que sou tua alma peregrina,

E me tornarás, afinal, tua cativa.
Olha a manhã, as flores, estou sempre aqui
E te envolverei, ardente, sempre viva.


Jane Moreira





Nenhum comentário:

Postar um comentário