sábado, 19 de outubro de 2013

Noite de Liberdade (Poemeto)







Dancei na praia deserta,
Brinquei com as ondas, toda nua
E me vesti com os raios da lua
E dos medos me senti liberta...

Na areia ainda quente, senti a paz...
E, contemplando as estrelas no céu,
Senti pela primeira vez, a alegria de ser eu,
Liberta de tudo o que ficou lá atrás.

Jane Moreira





Sonhos

Mote:
DAS UTOPIAS
Se as coisas são inatingíveis... Ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!





Sonhos

Olhava o céu e as estrelas
E sonhava ser uma delas...
Não lá no alto, parte desse cortejo
Mas no alto dos meus desejos.

Sonhava espalhar partículas de luz,
Ansiava ser como o astro que seduz,
E alimentava minha fantasia,
Minha estrela que só no alto existia...

E foi arrefecendo minha ilusão cintilante.
O sonho, ao morrer, tornou-se estrela distante,
Para, como fênix, depois renascer.

E o sonho, na vida que seguiu adiante,
Pois que o mundo continuou a girar,
No alto ficou, para outro alguém conquistar...



Jane Moreira



Súplica





Súplica

Raio de luz,
Na vida a me guiar,
Não me deixes neste mar,
Como barco à deriva,
Prestes a afundar...

Luz que me guia,
Não cesses de brilhar.
Faz da minha noite o dia,
Alegria que me motiva,
Não me deixes naufragar...


Jane Moreira




Porque eu sou

Mote:
 “...Deixem-me só com o dia.
Peço permissão para nascer.”
(Pablo Neruda)





Porque eu sou

Eu sou e estou
No dia que, em si, se resume,
Na flor que oferta seu perfume.

Eu sou e quero nascer
Como a primavera
Que, de flores, se esmera.

Eu sou poeira de estrelas,
Na luz que me guia e me segue,
Nas cores que minha vista persegue.

Eu sou e estou
Na folha que o vento arranca,
Na chuva que os pássaros espanta.

É porque eu sou
Que estou pronta para nascer
 E, no dia, que em si se cabe, vou caber.

Jane Moreira





Completude


Mote:
Dois amantes felizes não têm fim nem morte,
nascem e morrem muitas vezes enquanto vivem...
têm da natureza a eternidade...
Pablo Neruda



Completude

Amantes se dão, na tristeza e na alegria,
São almas que se juntam, na noite e no dia,
E caminham, sem medo, na vida e na morte...
E seguem uma só estrada, o mesmo norte.

Não há metade, só existe o amor por inteiro,
Confiança, paixão, do outro sempre companheiro.
São duas almas vivendo eternamente em festa...
É amor que não quebra e a força lhes empresta.

É o amor tão completo, incólume, integral,
No ar, no mar, no espaço, na noite imortal.
Absoluto na entrega, no eterno prazer.

É chama que forja o aço e também o cristal,
Forja assim o amor sem medo, amor integral,
Que é o néctar da flor que não há de fenecer.


Jane Moreira