segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Eu sou

Mote:
Quando amo
 Eu devoro – Buarque-se  (Baioque)






Eu sou

Eu sou o sol que arde, queima e aquece,
Sou o gelo que fere, corta e resfria.
Meu beijo é a mordida que nunca se esquece,
Minha ternura resvala e roça a ironia.  

Sou teu escravo, teu dono e senhor,
Minha lei é a aldrava que só eu poso abrir
E eu amo, como só eu conheço o amor,
Que é forte, intenso e pode até te ferir.

Não me faças rir, meu riso é lava quente,
Sou cachoeira, não me faças chorar.
Posso até te ferir, não me tentes.
Só me queiras, se quiseres te arriscar ...

Jane Moreira



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