quarta-feira, 24 de abril de 2013

Intangível e Incoerente







Intangível e Incoerente

Quero a fé do ateu confesso,
Quero a liberdade dos enclausurados.
E quero a história do Universo;

Quero o lado claro da escuridão,
Quero a sombra do meio-dia.
E quero um soneto de versos vãos;

Quero um vento gelado no estio,
Quero a dúvida do ortodoxo.
E quero o sermão do vadio;

Quero a morte da dor, enfim,
Quero o fim do começo,
E quero o começo do fim;

Quero o canto do rouxinol
E quero que cante no arrebol...
Quero o instante que se perdeu...

Jane Moreira













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