sexta-feira, 19 de abril de 2013

Ao som do silêncio (indriso)


MOTE:

NOTURNO
(Antero de Quental)




Ao som do silêncio

Ao som do silêncio, a tortura de cruéis lembranças
E a solidão, abismo da criatura,
Deixaram-me refém da desesperança

E a noite caiu, como negro véu que tudo escondia,
Nem lua, nem estrelas no céu hostil; nenhum som se ouvia.
E a noite, cúmplice do desespero, sobre mim se abateu.

Só o som do silêncio e a falta de cores

E o soluço que rasgou o silêncio e derramou minhas dores.


Jane Moreira






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