sábado, 2 de março de 2013

Milagres da mão sentinela




Milagres da Mão Sentinela

No teatro a céu aberto,
Onde os milagres atuam a descoberto,
Atores e plateia se confundem.
Nascem os filhotes das gentes,
Nasce a cria da gazela:
Milagre da Mão Sentinela.
No mar, as ondas namoram o vento,
Erguendo-se em encantamento
E seguem correndo para a areia beijar.
No céu, a lua surge iluminada,
Na noite que matou o dia,
Mas que o sol ainda vigia...
Na montanha, a neve se espalha impunemente
E desliza, acariciando seu dorso mansamente,
Como carícia de amor...
As nuvens escuras e densas
Anunciam a procela...
São milagres que a Mão pincela.
Amantes em leitos de amor,
Um poeta em devaneio,
Das mães, o farto seio...
Nos campos, a primavera a florir
Vai o palco da terra colorir...
E o teatro, repleto, não recebe aplausos...
Em toda a parte, a Mão Sentinela
Opera milagres, sem se mostrar.
É preciso colaborar...


Jane Moreira





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