terça-feira, 15 de maio de 2012

Para minha Mãe





Lady Ne

Minha mãe querida, minha mãe linda!
Aprendi que ser Mãe é ter todos os deveres.
E, na verdade, temos direitos, mas renunciamos a eles, se um filho precisar.
Aprendi que ser Mãe é também saber dizer não.
Podemos sorrir querendo chorar...
Amamos não só os nossos próprios filhos, mas os filhos das outras mães.
Considero que nós, Mães, somos responsáveis por todas as crianças
e que nenhuma criança seria órfã, se todas as mães pensassem assim.
Aprendi que somente sendo Mãe, é que podemos entender, admirar mais ainda,
Reverenciar nossas Mães, ajoelharmo-nos diante daquela que é nosso grande amor,
Nosso Porto Seguro, nossa maior amiga, nossa estrela guia.
Aprendi que nossos filhos são filhos do mundo.
Se não estão junto a nós, é uma alegria quando chegam,
Tristeza quando retornam a seus lares.
Entretanto, sabemos que assim tem que ser,
Pois os filhos do mundo precisam voar, como nós já fizemos.
Aprendi que os dias em que eles, os nossos filhos, eram criancinhas,
Foram os mais felizes, mais alegres de nossas vidas.
Aprendi que, melhor do que estarem junto a nós, é saber que estão felizes.
Aprendi que laços sanguíneos não fazem o amor por um filho.
Aprendi que ser mãe de verdade não é parir.
É criar, é dar amor, é dar de si e de seu.
Aprendi que não basta dar. É preciso também respeitar sua individualidade.
Você fez isso. Sei que também fiz...
Sei que você tem a consciência tranquila, sempre foi a melhor das mães.
Mamãe querida, minha Lady Ne, eu te admiro, eu te amo.
Você é minha Luz, sempre foi e sempre será. Você é linda, por dentro e por fora.
Sei que você não quer agradecimentos, nem eu quero o agradecimento dos meus filhos.
A recompensa por nossos deveres e, às vezes, nossas renúncias,
É sabermos que fizemos o melhor que pudemos,
O melhor que soubemos e sabermos também que nossos filhos estão bem.
Eu te amo, minha mãe, tanto, tanto!



Jane M. R. Moreira

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