sexta-feira, 11 de maio de 2012

Coisa séria





Coisa séria

Antigas brincadeiras,
De quando não se levava a sério
A vida e a sorte
E nem se pensava na morte...

Antigos passos de crianças
Sem grandes sonhos,
Sem lembranças
De alguma decepção, ou traição.

Antigos namoros...
E juras...
Antigas amizades,
Cheias de verdades.

No tempo da criança,
O pecado não existe.
É um tempo de não cobrança,
Tempo de confiança.
Tempo de coisa séria.

E quando chega o tempo da maturidade,
A vida se resume em responsabilidade...
E a criança de outrora
Transforma-se em máquina agora...

Máquina de gerir,
De conquistar de ferir,
De se afirmar, de competir,
E de sonhos alcançar...

A criança cresceu e não se recorda mais
Das brincadeiras, das tardes nos quintais,
Das manhãs na cachoeira
E nem da velha mangueira...

É... Ele ficou sério demais...



Jane Moreira



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