quinta-feira, 17 de maio de 2012

Choro e esperança







Chorava feito criança,
gemendo, soluçando,
sem pudor e sem esperança,
pelas ruas perambulando...

Seu pranto era um pedido
de socorro ou de carinho...
Era um ser perdido
na vida, na rota e no caminho...

E as lágrimas que corriam,
toda aquela dor varriam,
lavando a mágoa, rompendo a comporta.

E, depois daquele pranto sentido,
Senti que lhe nascia a esperança que conforta
e fez-se luz naquele rosto sofrido...

Jane Moreira





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