quinta-feira, 19 de abril de 2012

Marasmo


Marasmo

Não temo a velhice.
Acostumei-me a mesmice.

Vivi e deixei viver.
Não tenho do que me arrepender.

Nada tenho a perder, nunca recebi medalha,
e nem deixei cair a toalha.

Não subi ao pódio
e também não senti ódio.

Nunca senti paixão
e nem fui ao Cazaquistão.

Não tive um grande amigo,
mas nunca senti desabrigo.

Não ganhei na loteria,
nem fui alvo de honraria.

Nunca fui atuante,
mas sempre segui adiante.

Minha vida foi sempre harmonia,
Mesmo sem ter alegria.

Jane Moreira



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