sexta-feira, 30 de março de 2012

Réquiem para um poeta



Réquiem para um poeta


Partiu para outras galáxias
O poeta que pintava
Aquarelas versejantes
De estrofes brilhantes.

Seus versos
De rimas bordados,
Redondilhas peroladas,
Atravessam o Universo,
Como filigranas versejadas.

Seus versos, agora no espaço,
Gotejam emoção.
Andam pelos canteiros do céu,
Colhendo estrelas em profusão.

E vão pingando na Terra,
Seus versos, agora ao léu.
Na imensidão, o poeta colhe as gotas
De prata, que caem do luar.

E se veste de branco
Para com anjos cantar.
Se o Poeta aqui morreu,
Em outra esfera renasceu.



Jane Moreira
 

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