quinta-feira, 22 de março de 2012

Mágoas persistentes

Mágoas persistentes

A nuvem, que passa agora,
Neste céu que era de anil,
Deixa tal rastro que chora...
Lágrima que sinto hostil.

A nuvem, no céu que chora,
Fixou-se em minhas retinas...
Mau presságio, fim de aurora,
Essa nuvem clandestina...

Enquanto estas redondilhas
Tomam forma nestes versos,
Eu sou pega na armadilha
De sentimentos inversos...

No tempo do sofrimento,
Tanta mágoa, tanta dor.
Minha vida era um tormento,
Mesclado de desamor...

Bani todo esse lamento
De toda a minha existência.
E por que, neste momento,
De sofrer tenho essa urgência?

Jane Moreira







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