quinta-feira, 9 de junho de 2011

Poema sem poesia


MOTE: [Mario Quintana; Velório sem defunto, 1990]

Poema sem poesia



Roubou a cena,
fez seu verso
de modo diverso...

Expôs o lado apoético,
estético,  num poema hermético...

 Não entenderam,
mas todos se renderam,
porque era diferente,

Era carente de sentido
mas foi logo absorvido.

E o poeta atrevido,
foi aplaudido, ungido
e seguiu destemido,

no versejar sem sentido,
no sarcasmo embutido.

Jane Moreira




 



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