quinta-feira, 9 de junho de 2011

A chuva


A brisa corre ligeira
suavemente beija a areia,
Que se arrepia e se assanha
E muitas carícias ganha.
A brisa corre suave
E, como se fosse ave,
Voa por toda a redondeza,
Beijando aqui e ali...
Beija o homem em sua lida
E a mulher entretida...

Traça seu caminho no ar,
Beija a criança inocente,
Beija a face adolescente.
E o idoso, sorridente,
Sente na face seu roçar...
E a brisa se torna mais forte,
Correndo veloz rumo norte.
Crescendo, agora ela é vento,
Que corre através da montanha
E logo chega ao mar.

Beija as ondas graciosas,
E também as revoltosas.
Só querendo agradar,
faz a onda arrebentar
furiosa na areia...
E a lua cheia
está no alto a espiar...
E o vento beija a face dolorida,
Daquela alma ferida
E beija as folhas caídas.

Mas agora ele não é delicado
E venta tão afobado,
Que as arranca do chão...
E causa tal confusão,
Que faz árvores envergarem,
Pássaros abandonarem,
Assustados e ansiosos,
Seus ninhos caprichosos...
E toda a natureza
Clama por tempestade,

Que atende a seu chamado
E rasga as nuvens do céu...
A água cai sobre a terra,
Que, ansiosa a recebe.
As folhas se tornam mais verdes,
Logo passa a tempestade

E  o sol começa a brilhar.
O arco-íris desponta no céu,
os pássaros voltam contentes...
Na natureza, as sementes
começam a germinar...

Jane Moreira


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