sexta-feira, 6 de maio de 2011

De meninos, verdes e ventos




De meninos, verdes e ventos


Sopra o vento nas vertentes
Que esperam pela chuva.
Verdes se envergam impotentes...

A natureza está em fúria
E manda vir um vendaval.
Dançam as roupas no varal...

O menino com seu brinquedo,
Um pequeno cata-vento,
Ao vento nem presta atenção.

E é então, que, desatento,
Mal percebe que o vento
Arrebata seu brinquedo.

E o verde, nesse momento,
Impotente, sob o domínio do temporal,
Baila dramático, em ritmo teatral.


Jane Moreira



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