quinta-feira, 5 de maio de 2011

MEDO - um soneto livre







MEDO

Não te esquives, não te escondas
por arderes em  desejo.
Pois que ardes em segredo
queimando, escondendo o medo.

E, fingindo frieza,
diante da sutil beleza
não ousas revelar
do amor a delicadeza.

O medo tolhe-te a ação:
Pensas na rejeição,
Pensas demais...

E a paixão não consumada,
reprimida no teu peito que arde, 
poderá consumir-te mais tarde.


Jane Moreira



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