segunda-feira, 2 de maio de 2011

Infância (soneto)


Infância

Eu vejo brilhar a esperança
No céu azul dos olhos teus,
Onde vive a eterna criança,
Que recebe os carinhos meus.

Ah, criança, se soubesses
Como é tão triste o meu viver!
Talvez, então, não quisesses,
Sair da infância e crescer.

E eu finjo sentir alegria,
A que vejo em teu olhar.
Teu encanto é pura poesia...

Ah, criança, é tão bom sonhar!
Mesmo quando a vida é vazia.
Deixa-me contigo brincar!


Jane Moreira








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